Tag: preconceito racial

  • Racismo e Cristianismo: Um diálogo urgente

    Racismo e Cristianismo: Um diálogo urgente

    Olá a paz, como vocês estão?

    Estou um pouco sumida, mas é por bons motivos… e hoje trago um tema que vem ecoando em minha mente e quero refletir com vocês!

    A pauta sobre letramento racial, movimento negro me acompanha há uns 4 anos ou mais e a cada dia fico mais curiosa sobre a temática, procurando estudar em livros, filmes, documentários e me aprofundando na cultura em eventos, rolês, enfim tudo que tiver o povo preto vou estar participando.

    E recentemente chegou um livro que já tô lendo que se chama “Pequeno Manual Antirracista” da Djamila Ribeiro e ele aborda sobre atualidade do racismo, negritude, branquitude, violência racial, cultura, desejos e afetos. É um livro interessantíssimo que todos deveriam ler, estudar, sejam pessoas negras ou brancas.

    E me veio o seguinte questionamento: por que quase não ouço nada sobre combater o racismo dentro das igrejas evangélicas ou até outros pontos da pauta racial?

    Podemos pensar em umas desculpas e quero que vocês reflitam comigo:

    • Por falta de conhecimento?

    Hoje não podemos mais trazer essa desculpa, porque existem inúmeros livros, documentários, matérias, podcasts e até páginas no Instagram falando sobre racismo, privilégio branco e outros. Inclusive de autores cristãos, temos da Jacira Monteiro, o livro O Estigma da Cor: Como o racismo fere os dois grandes mandamentos de Cristo e não cristãos como Djamila Ribeiro, Conceição Evaristo, Carolina Maria de Jesus, Abisogun Olátúnjí Odúduwà e entre outros.

    • Por não ser necessário?

    Em uma população brasileira que 56% dela é composta por negros, falar sobre o crime de racismo e como ele tem prejudicado com a saúde mental de muitos negros… dizer que não é necessário, é se incluir nos discursos daqueles que não gostam de preto. Duro de ler isso, mas real! Se eu trago conhecimentos da pauta racial nas pregações ou ensinamentos, eu ensino a minha igreja a não praticar o racismo entre os membros e os de fora, incentivo as pessoas terem um olhar de igualdade e empatia com todos (algo que muito crente perdeu isso) e o melhor, trazer a consciência de que racista não entra no céu! Uau, peguei na ferida né!

    Há uns anos, vi o musical Luther King da Cia Nissi e já conhecia a história do Martin Luther King, mas poder ver um musical composto por só artistas negros de um teatro cristão é prazeroso. E, em uma das cenas do musical, eles mostram duas realidades, falando do racismo, da época em que rolou a história e dos dias atuais, e um dos atores trouxe um questionamento: pessoas racistas irão para o céu? A resposta foi óbvia, mas percebi no rosto de alguns que estavam presentes, que nunca pensaram nisso.

    Segundo a IA do Google, racismo é a discriminação e o preconceito contra pessoas com base em características étnicas ou raciais, como o tom de pele e traços físicos. Isso pode ser desde xingamentos, violências físicas e veladas, etc. Se eu aprendo na Bíblia, pelo próprio Cristo, que devo amar o próximo como a mim mesmo, logo não posso e nem devo maltratar, xingar, odiar pessoas diferentes de mim, afinal todos foram feitos segundo a imagem e a semelhança de Cristo.

    Esse é o segundo mandamento mais importante a ser obedecido, mas infelizmente vejo inúmeros discursos feitos por pessoas “que se dizem” cristãs pregando ódio a quem não se parece com elas, seja em púlpitos ou palanques políticos. E aqui não trago só indignação, mas dados também:

    • Em 2023, foram registrados 13.897 boletins de ocorrência por injúria racial.
    • Entre 2021 e 2023, o Brasil registrou morte violenta intencional de pelo menos 15.101 crianças e adolescentes, com média de 13,5 mortes por dia. Somente no ano passado, jovens negros do sexo masculino perfazem a maior quantidade das vítimas, e 83,6% dos jovens mortos são da raça negra, contra 16% da raça branca.
    • De acordo com um estudo, 84% dos adolescentes e jovens negros brasileiros já sentiram ou presenciaram situações de preconceito na escola, ou na faculdade.

    E aí, pergunto de novo, devemos insistir no discurso de que falar de racismo na igreja não é necessário? Ou vamos se posicionar como cristãos verdadeiros e trazer esses assuntos?

    Espero que tenham gostado!

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  • Preconceito Racial nas Igrejas

    Preconceito Racial nas Igrejas

    Conheça fatos reais sobre racismo presenciados por mim e amigos na Igreja e descubra como devemos combater esses atos.

    A paz, tudo bem?

    Essa semana, eu postei nos storys do meu Instagram a seguinte pergunta: Você cristão, já sofreu preconceito pela sua cor / raça em sua igreja? E como imaginei, muitos amigos e colegas cristãos, sofreram sim de alguma forma.

    Mas antes de entrar nessa assunto, vamos entender a raiz do problema, o que significa Preconceito Racial (Racismo)? É a denominação da discriminação e do preconceito (direta ou indiretamente) contra indivíduos ou grupos por causa de sua etnia ou cor. É importante ressaltar que o preconceito é uma forma de conceito ou juízo formulado sem qualquer conhecimento prévio do assunto tratado, enquanto a discriminação é o ato de separar, excluir ou diferenciar pessoas ou objetos (Brasil Escola).

    Com esse esclarecimento, eu já consigo falar do tema (com certa dificuldade).

    Desde que eu decidi fazer minha transição capilar, percebi comportamentos de reprovação, frases racistas, mas não chegou a me afetar. Mas fui percebendo, que não somente eu, mas boa parte dos meus amigos negros da igreja, ouviam e sentiam isso também. E conversando com meus pais e irmã, pude ver que este problema (preconceito racial), vai de situações mais graves e bem mais antigas.

    Como assim? Muitos jovens de antigamente não estão mais nas igrejas, porque sofreram algum tipo de retaliação, pela sua cor, cabelo e situações como: moças negras não puderam casar com rapazes brancos porque a família não aprovou. Você lendo isso, deve pensar ser coisa da época da escravidão, mas infelizmente isso é história de 15 anos atrás. E estou trazendo essa situação, porque muitas almas foram machucadas, feridas por pessoas que estavam (ou ainda estão) na igreja e infelizmente muitas dessas almas, vidas não tem vontade de pisar novamente em uma igreja.

    Esse tema, particularmente, é muito difícil de escrever, pois como você pode imaginar que num lugar onde pregamos sobre o Amor de Cristo, existem pessoas racistas. No meu entendimento, quem odeia, trata diferente pessoas de outra cor/etnia ainda não conheceu a Cristo. Porque Ele, segundo em Romanos 2:11, fala: “Porque, para com Deus, não há acepção de pessoas.” E em Jó 34:19, diz: “Quando menos dirá isso àquele que não privilegia os príncipes, e que não favorece o rico em prejuízo do pobre; porque todos são obras de suas mãos.”

    Com esses versículos, você pode entender que se nosso Deus que nos criou, não discrimina, não faz acepção de pessoas. Por que existem pessoas que dizem ser discípulos de Cristo e fazem essas discriminações? Novamente eu digo, elas ainda não conheceram a Cristo, pois quando você começa a conhecê-lo, você olha a todos com amor, cuidado e com um imenso respeito.

    Então digo para as pessoas que algum dia, olhou com estranheza, fez comentários que constrangeu os negros da sua igreja, peça perdão à essa pessoa e a Cristo. E peça pra Jesus, te ensinar a amar, respeitar, valorizar e incentivar outras pessoas a mudar de comportamento. E última dica, se você ver alguém sendo racista, denuncie, repreenda essa atitude, pois creio que aos poucos isso irá acabar dentro de nossas igrejas.

    E você que já sofreu preconceito racial dentro de sua igreja, seja pelo seu cabelo, cor, repreenda essa atitude, não se cale, como muitas vezes eu fiz, fale, impõem respeito. E ore pra que essa pessoa conheça verdadeiramente Jesus, mas lembre-se tudo que fazemos nessa terra, seja bom ou ruim, será julgado por Cristo. Pois Deus é Amor e Justiça.

    Deus abençoe a você que leu, compartilhou e que possamos falar cada vez mais sobre isso.