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Cristão

  • Racismo e Cristianismo: Um diálogo urgente

    Racismo e Cristianismo: Um diálogo urgente

    Olá a paz, como vocês estão?

    Estou um pouco sumida, mas é por bons motivos… e hoje trago um tema que vem ecoando em minha mente e quero refletir com vocês!

    A pauta sobre letramento racial, movimento negro me acompanha há uns 4 anos ou mais e a cada dia fico mais curiosa sobre a temática, procurando estudar em livros, filmes, documentários e me aprofundando na cultura em eventos, rolês, enfim tudo que tiver o povo preto vou estar participando.

    E recentemente chegou um livro que já tô lendo que se chama “Pequeno Manual Antirracista” da Djamila Ribeiro e ele aborda sobre atualidade do racismo, negritude, branquitude, violência racial, cultura, desejos e afetos. É um livro interessantíssimo que todos deveriam ler, estudar, sejam pessoas negras ou brancas.

    E me veio o seguinte questionamento: por que quase não ouço nada sobre combater o racismo dentro das igrejas evangélicas ou até outros pontos da pauta racial?

    Podemos pensar em umas desculpas e quero que vocês reflitam comigo:

    • Por falta de conhecimento?

    Hoje não podemos mais trazer essa desculpa, porque existem inúmeros livros, documentários, matérias, podcasts e até páginas no Instagram falando sobre racismo, privilégio branco e outros. Inclusive de autores cristãos, temos da Jacira Monteiro, o livro O Estigma da Cor: Como o racismo fere os dois grandes mandamentos de Cristo e não cristãos como Djamila Ribeiro, Conceição Evaristo, Carolina Maria de Jesus, Abisogun Olátúnjí Odúduwà e entre outros.

    • Por não ser necessário?

    Em uma população brasileira que 56% dela é composta por negros, falar sobre o crime de racismo e como ele tem prejudicado com a saúde mental de muitos negros… dizer que não é necessário, é se incluir nos discursos daqueles que não gostam de preto. Duro de ler isso, mas real! Se eu trago conhecimentos da pauta racial nas pregações ou ensinamentos, eu ensino a minha igreja a não praticar o racismo entre os membros e os de fora, incentivo as pessoas terem um olhar de igualdade e empatia com todos (algo que muito crente perdeu isso) e o melhor, trazer a consciência de que racista não entra no céu! Uau, peguei na ferida né!

    Há uns anos, vi o musical Luther King da Cia Nissi e já conhecia a história do Martin Luther King, mas poder ver um musical composto por só artistas negros de um teatro cristão é prazeroso. E, em uma das cenas do musical, eles mostram duas realidades, falando do racismo, da época em que rolou a história e dos dias atuais, e um dos atores trouxe um questionamento: pessoas racistas irão para o céu? A resposta foi óbvia, mas percebi no rosto de alguns que estavam presentes, que nunca pensaram nisso.

    Segundo a IA do Google, racismo é a discriminação e o preconceito contra pessoas com base em características étnicas ou raciais, como o tom de pele e traços físicos. Isso pode ser desde xingamentos, violências físicas e veladas, etc. Se eu aprendo na Bíblia, pelo próprio Cristo, que devo amar o próximo como a mim mesmo, logo não posso e nem devo maltratar, xingar, odiar pessoas diferentes de mim, afinal todos foram feitos segundo a imagem e a semelhança de Cristo.

    Esse é o segundo mandamento mais importante a ser obedecido, mas infelizmente vejo inúmeros discursos feitos por pessoas “que se dizem” cristãs pregando ódio a quem não se parece com elas, seja em púlpitos ou palanques políticos. E aqui não trago só indignação, mas dados também:

    • Em 2023, foram registrados 13.897 boletins de ocorrência por injúria racial.
    • Entre 2021 e 2023, o Brasil registrou morte violenta intencional de pelo menos 15.101 crianças e adolescentes, com média de 13,5 mortes por dia. Somente no ano passado, jovens negros do sexo masculino perfazem a maior quantidade das vítimas, e 83,6% dos jovens mortos são da raça negra, contra 16% da raça branca.
    • De acordo com um estudo, 84% dos adolescentes e jovens negros brasileiros já sentiram ou presenciaram situações de preconceito na escola, ou na faculdade.

    E aí, pergunto de novo, devemos insistir no discurso de que falar de racismo na igreja não é necessário? Ou vamos se posicionar como cristãos verdadeiros e trazer esses assuntos?

    Espero que tenham gostado!

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  • Pais cristãos: o que vocês têm ensinado aos seus filhos?

    Pais cristãos: o que vocês têm ensinado aos seus filhos?

    A paz, tudo bem?

    Hoje vim trazer um tema um tanto diferente, mas super necessário. Há uns dias, pedi dicas de temas do blog no meu Instagram e uma amiga trouxe essa sugestão que iremos abordar neste post.

    Acredito que boa parte dos que leem o blog, nasceram em um lar cristão e sabe que até hoje não foi ou é uma tarefa fácil, e gostaria de trazer pontos para refletirmos sobre isso, fiquem até o final que não vão se arrepender!

    Como deve ser essa criação?

    A Bíblia traz diversos ensinamentos sobre isso, e quero falar de dois aqui:

    “Ensina a criança no caminho em que deve andar (princípios cristãos) e ainda quando for velho, não se desviará dele” e “Pais, não irritem seus filhos; antes criem-nos segundo a instrução e o conselho do Senhor.”

    Percebem que ambas os versículos mostram que o dever dos pais, é ensinar princípios cristãos e ter cuidado ao irritar seus filhos. Em nenhum momento, a palavra diz para ensinar religiosidade, rigidez e uma santidade inalcançável.

    Digo isso, porque conheço inúmeros jovens e adultos que viveram em um lar cristão, praticamente em um regime militar, que hoje não servem a Cristo e infelizmente têm até ódio a Deus e a seus pais.

    Quais princípios cristãos devem ser ensinados?

    Amor: nossas crianças devem ser amadas, ouvidas e aprender que Cristo amam elas independente de seus erros e como elas são. Deparamos com pregações nos púlpitos sobre amor, mas nos lares vemos filhos sendo negligenciados sobre suas dificuldades, falhas, pecados.

    Perdão: já sabemos aquele versículo de cor, sobre honrar os pais que é o mínimo, mas quantas vezes ouvimos dos nossos pais, a palavra perdão? Perdoar tem um poder tão grande que ações na infância sobre isso, reflete na vida adulta.

    Oração: falar com Deus não é obrigação e sim relacionamento. Ensinar seu filho que ele pode ser o mais sincero com Jesus garante a ele uma vida inteira de paz e amor. Desde sempre em casa, meus pais nos incentivava a oração e com o tempo fui aprendendo sobre a sinceridade, a importância e a preciosidade disso.

    Respeito: respeitar é saber ouvir, falar com carinho e continuar amando. Lembra daquele versículo que fala sobre “pais não irritem seus filhos”?! Esses tempos conversei com minha psicóloga, e ela me contou uma situação pessoal, “em que estava chamando a atenção da filha dela, mas não parava de falar, até que a menina se irritou e na hora o Espírito Santo a incomodou a pedir desculpas”.

    Esse tipo de situação é o que mais acontece nos lares cristãos: falar, ser repetitivo e alguns serem autoritários para mostrar quem manda, vocês conseguem perceber que há um erro nisso?

    Agora que leu sobre os princípios, qual deles foram vividos em seu lar? Essa pergunta é para os pais e filhos, em!

    Ter um lar cristão, na teoria e prática, deveria ser a melhor forma de criar um filho! Aprender sobre amor com o Deus que criou a palavra e trouxe significado na cruz, viver em paz, harmonia, respeito, compaixão.

    Se você vive ou teve um lar ao contrário desses princípios, ore e peça a Deus para te ensinar a ser um pai ou uma mãe curado(a) e disposto a curar seus filhos. Quebre o ciclo de destruição e deixe Jesus transformar o seu lar em lugar de amor.

  • O cristão e a causa social

    O cristão e a causa social

    Abordo como o cristão tem que estar ativo em trabalhos sociais e o impacto que essas ações tem na vida das pessoas.

    A paz pessoas, como vocês estão?

    Espero que estejam bem!

    Faz um tempo que não escrevo/apareço por aqui, mas hoje resolvi voltar aos meus velhos e bons hábitos.

    Eu sempre quis abordar sobre esse assunto, pois parece que é uma chama que queima em meu coração, quando falam sobre trabalho voluntário / causas sociais e quero refletir com vocês a importância de ter essa prática em suas vidas.

    Um significado para causas sociais é soluções e projetos que indivíduos ou organizações defendem para combater determinado problema social.

    Esse problema social pode ser: fome, desigualdade social, abandono infantil entre outros.

    Assim como o dicionário possui um significado, a Bíblia está recheada de versículos que falam sobre ajudar o próximo, dar alimento aos necessitados e que no fim de tudo, Deus o recompensará.

    Quero trazer alguns pontos pra você refletir junto comigo:

    • Por que devo me envolver com causas sociais?

    Aprendo com Jesus, que ele foi o cara que mais ajudou os necessitados, com um alimento, uma cura, uma fala, um ombro amigo e que através dessas ações essas pessoas conheceram a Jesus e tiveram mudança em suas vidas.

    Você deve se envolver com essas trabalhos, porque é um dever cristão: “Amar o teu próximo como a ti mesmo”, pois não tem como você falar que ama e ver seu irmão/desconhecido passando uma necessidade e simplesmente não se importar. Fica algo contraditório, certo?

    • Como posso ajudar?

    Pode ajudar investindo valores em ongs, instituições e até indo trabalhar como voluntário interno e/ou pequenas ações.

    Quando falamos em doações em dinheiro, muitos se esquecem que aquele pouco que sobrou ou rendeu do salário, pode ajudar MUITO uma vida.

    Ao ser voluntário, você doa seu tempo, energia em prol de uma causa e posso dizer com todas as palavras, sensação melhor não há.

    • O que não devo fazer?

    Olhar pras causas sociais do seu bairro, igreja, instituições com olhar de negação ou até dizer que não é seu dever, que o governo cuide disso.

    Se o mundo está um caos, é dever nosso como cristãos e cidadãos a melhorar essa situação.

    Você pode ter nascido com uma boa estrutura familiar, tinha as melhores roupas e alimento e muitas vezes não foi grato com isso.

    Agora reflita comigo, toda criança e adolescente no Brasil nasce com essa mesma boa estrutura familiar? Digo apenas NÃO!

    Quando deixamos nosso ego de lado, saimos do conforto do nosso lar e vamos em direção a um lugar necessitado, vulnerável, aí você mostra que realmente é Cristão.

    Outra coisa, vai ter lugares que não falará o nome de Jesus, bater no peito sou “evangélico”, mas vidas olharão pra suas atitudes e vão ser marcadas sim por essas atitudes.

    Agora uma última pergunta: QUANDO VOCÊ VAI COMEÇAR O SEU DEVER COMO CRISTÃO?

    Espero que responda, é pra já!

    Procure instituições confiáveis na sua cidade, ajude financeiramente ou com ações e viva este verdadeiro evangelho de Cristo.

    Deus abençoe a todos!

  • Movimento LGBTQIAP+ e a Igreja

    Movimento LGBTQIAP+ e a Igreja

    Conheça um pouco da história do movimento, seus objetivos e como o amor de Deus pode mudar o rumo dessa história.

    A paz, tudo bem?

    Na semana passada, fiz uma pesquisa para saber quais temas e tipos de conteúdo, a galera que lê o blog gostaria de ver. E vou falar sobre um tema que muitos pediram na pesquisa que é o Movimento LGBTQIAP+, já aviso que vou colocar meus pontos de vista e espero que vocês gostem.

    O primeiro ponto a se falar é sobre a história do movimento, o que é, o que eles lutam, etc. Então vamos lá!!

    O Movimento LGBT é um movimento civil e social que busca defender a aceitação das pessoas LGBT na sociedade e igualdade social, através da conscientização de crimes como homofobia, bifobia, lesbofobia e transbofobia.

    Os LGBT, em outros países e umas décadas atrás, enfrentaram muito o ódio, ao ponto de serem submetidos a metódos de tortura, castração, enfim. Aqui no Brasil, o movimento nasceu na época da Ditadura Militar (1964 a 1985), em que surgiu dois jornais para falar sobre homossexualidade e outros assuntos.

    Como o movimento LGBT, é diferente em cada país, justamente por causa da cultura, há objetivos que praticamente todos lutam, que são:

    • criminalização da LGBTfobia;
    • fim da criminalização da homossexualidade e das penas correlatadas;
    • reconhecimento social da identidade de gênero;
    • fim do tratamento das identidades trans como patologias;
    • fim dos tratamentos de “cura gay”;
    • casamento civil igualitário;
    • permissão para casais homoafetivos adotarem crianças;
    • respeito à laicidade do Estado e fim da influência religiosa nos processos políticos;
    • políticas públicas pelo fim da discriminação;
    • fim dos estereótipos LGBT na mídia e representatividade da comunidade nos meios de comunicação.

    Com esse resumão da história do movimento, dá pra perceber que os LGBT só querem respeito, que a sociedade aceite eles, não criminalizem e principalmente, não cometam crimes de homofobia.

    E você deve estar se perguntando, onde a Igreja entra nisso? A Igreja durante muito tempo e até hoje, lutam contra os LGBT, alguns chegam a zoar e pior, ser homofóbicos. Eu aprendo com meu relacionamento com Cristo, que nosso dever como cristãos é Amar a todos.

    Se eu não concordo com o modo de vida deles, eu não posso em nenhum momento desrespeitá-los. Nós temos que aprender a olhar pra pessoa, independente se ela é cristã ou não, hetéro ou homossexual, negra ou branca. E nesse olhar, inclui respeitar, valorizar, acreditar nos seus sonhos.

    Mas ai você provavelmente deve estar com dúvidas, eu não devo lutar pelos princípios da família brasileira? Eu não devo ser contra casamento homoafetivo? E eu te respondo claramente, se realmente queremos lutar pelas nossas famílias e princípios, temos que no mínimo fazer certas coisas:

    • Homens amar, valorizar a sua esposa, não agredi-la e nem aos seus filhos.
    • Mulheres amar, valorizar o seu esposo, não permitir agressão contra você e nem seus filhos.
    • Pais olhar com atenção ao seus filhos, ensinar eles sobre o amor de Deus, amor ao próximo e principalmente, perceber atitudes estranhas com seus familiares.

    Falo sobre isso, porque ultimamente vejo muitos “cristãos” dizendo que luta pela família brasileira, mas permite adultério, agressão e até abuso sexual dentro de suas casas. Então, se você realmente luta, não permita isso em suas famílias.

    E sobre os LGBT, deixem eles viverem do jeito que eles querem.

    Nosso dever como cristão, não é apontar o dedo, fazer piadas homofóbicas em cima dos nossos púlpitos, cometer esses crimes de ódio, recitar versículos condenando o modo de vida deles. E sim, falar do amor de Jesus.

    O mundo está carente desse amor e necessitando que pessoas falem com convicção, porque em algum momento já foram perdoados e amados.

    Espero que vocês tenham gostado, compartilhe com quem precisa ler isso!!

    Deus abençoe a todos!!




  • A cultura afro-brasileira nas Igrejas

    A cultura afro-brasileira nas Igrejas

    Descubra a importância de falar da cultura afro-brasileira em nossas igrejas, presente em nossas músicas, danças, comidas e até religiões.

    A paz tudo bem?

    Ultimamente venho estudando sobre a cultura africana e vi que ela está bem inraizada em nossa cultura e decidi falar sobre.

    Vamos entrar na história para entendermos como a cultura africana entrou em nosso país. Tudo começou quando os escravos capturados da África embarcaram no Brasil através dos navios negreiros. Segundo o Portal da Cultura Afro-Brasileira, “(…) em 1850, calcula-se que tenha entrado no Brasil algo em torno de quatro milhões de escravos africanos.”

    Essa cultura tão linda entrou de uma forma tão triste e traumatizante no Brasil, que até hoje vemos marcas no povo afro-brasileiro, como o “famoso” racismo praticado pelas outras pessoas. E por outro lado, trouxe algo muito belo como esta vasta e rica cultura.

    Como cristã e afro-brasileira, vejo que é necessário falar, ensinar sobre essa cultura e com isso, excluir de vez o preconceito racial de nossas igrejas desde a infância até a velhice. Porque como sabemos, muitos agem dessa forma, por não conhecer a cultura, as dores e o peso de suas palavras e atitudes.

    Então, bora falar sobre cada um desses pontos:

    • Danças

    Como muitos sabem, os africanos têm um costume muito lindo de adorar a Deus ou a sua divindade através das danças, que eles fazem movimentos muito alegres e praticamente todas as partes dos seus corpos se movimentam. Têm vários ritmos como o Sembá, Kuduru e etc. E trazida para nossa cultura têm a capoeira, maracatu e samba de roda.

    • Roupas e acessórios

    Os africanos costumam usar trajes, adornos (acessórios), tecidos que remetem a identidade de cada grupo na qual eles pertencem. E é aqui que podemos quebrar o famoso preconceito com o uso de turbantes, ví um vídeo bem bacana de uma pastora africana, que junto com ela outras mulheres falam sobre o significado do turbante, elas falaram muito que: “O turbante pra elas é uma coroa, que levanta a autoestima, fazem elas se sentirem importantes”. Então, já podemos aprender com essa fala que o turbante não é algo do demônio, como muitos cristãos sem conhecimento, falam.

    Eu vou deixar o vídeo linkado, pra que vocês ver e aprender também.

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=cy8gXuAMkyo&w=560&h=315]
    • Músicas

    Os instrumentos musicais africanos são bem diversos, usados para percussão e principalmente vistos no ritmo samba. Temos: afoxé, agogô, berimbau, caxixi, cuica, kora, reco-reco e tambores.

    E esses dias baixei uns afrobeats cristãos e vou deixar um aqui pra você adorar a Deus também.

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=7GXli8m4hz4&w=560&h=315]

    Agora, você deve estar se perguntando Por que devemos falar da cultura afro-brasileira nas igrejas? Devemos falar, porque 56,10% da população se declara negra no Brasil (dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do IBGE, 2019), ou seja, há uma grande possibilidade de pessoas que se declaram negras serem cristãs e outro fator importante, muitos (as) sofrem preconceito racial dos seus próprios irmãos em Cristo.

    Percebemos que é necessário falar da cultura afro-brasileira em nossas igrejas, começando pelas nossas crianças, pois elas aprendem a amar a todos ou a excluir aquele que é diferente. E como ensinar isso? Essa é uma dúvida minha também, eu vejo que o primeiro passo é pesquisar, conversar com nossos líderes, pastores sobre a importância e o impacto positivo que é trazer nossa cultura pra dentro das igrejas.

    Portanto, você que está lendo, procure conhecer mais sobre essa cultura, abra sua mente, porque o mundo, as nações clamam por pessoas que pregam o amor de Deus e principalmente respeitam sua cultura. A Igreja precisa se despertar, pois muitos têm padecido, sem conhecer a verdade que é Jesus e como falei no blog anterior, muitos se afastaram da igreja ou de Cristo, porque foram discriminados.

    Deus abençoe a todos!!

  • Preconceito Racial nas Igrejas

    Preconceito Racial nas Igrejas

    Conheça fatos reais sobre racismo presenciados por mim e amigos na Igreja e descubra como devemos combater esses atos.

    A paz, tudo bem?

    Essa semana, eu postei nos storys do meu Instagram a seguinte pergunta: Você cristão, já sofreu preconceito pela sua cor / raça em sua igreja? E como imaginei, muitos amigos e colegas cristãos, sofreram sim de alguma forma.

    Mas antes de entrar nessa assunto, vamos entender a raiz do problema, o que significa Preconceito Racial (Racismo)? É a denominação da discriminação e do preconceito (direta ou indiretamente) contra indivíduos ou grupos por causa de sua etnia ou cor. É importante ressaltar que o preconceito é uma forma de conceito ou juízo formulado sem qualquer conhecimento prévio do assunto tratado, enquanto a discriminação é o ato de separar, excluir ou diferenciar pessoas ou objetos (Brasil Escola).

    Com esse esclarecimento, eu já consigo falar do tema (com certa dificuldade).

    Desde que eu decidi fazer minha transição capilar, percebi comportamentos de reprovação, frases racistas, mas não chegou a me afetar. Mas fui percebendo, que não somente eu, mas boa parte dos meus amigos negros da igreja, ouviam e sentiam isso também. E conversando com meus pais e irmã, pude ver que este problema (preconceito racial), vai de situações mais graves e bem mais antigas.

    Como assim? Muitos jovens de antigamente não estão mais nas igrejas, porque sofreram algum tipo de retaliação, pela sua cor, cabelo e situações como: moças negras não puderam casar com rapazes brancos porque a família não aprovou. Você lendo isso, deve pensar ser coisa da época da escravidão, mas infelizmente isso é história de 15 anos atrás. E estou trazendo essa situação, porque muitas almas foram machucadas, feridas por pessoas que estavam (ou ainda estão) na igreja e infelizmente muitas dessas almas, vidas não tem vontade de pisar novamente em uma igreja.

    Esse tema, particularmente, é muito difícil de escrever, pois como você pode imaginar que num lugar onde pregamos sobre o Amor de Cristo, existem pessoas racistas. No meu entendimento, quem odeia, trata diferente pessoas de outra cor/etnia ainda não conheceu a Cristo. Porque Ele, segundo em Romanos 2:11, fala: “Porque, para com Deus, não há acepção de pessoas.” E em Jó 34:19, diz: “Quando menos dirá isso àquele que não privilegia os príncipes, e que não favorece o rico em prejuízo do pobre; porque todos são obras de suas mãos.”

    Com esses versículos, você pode entender que se nosso Deus que nos criou, não discrimina, não faz acepção de pessoas. Por que existem pessoas que dizem ser discípulos de Cristo e fazem essas discriminações? Novamente eu digo, elas ainda não conheceram a Cristo, pois quando você começa a conhecê-lo, você olha a todos com amor, cuidado e com um imenso respeito.

    Então digo para as pessoas que algum dia, olhou com estranheza, fez comentários que constrangeu os negros da sua igreja, peça perdão à essa pessoa e a Cristo. E peça pra Jesus, te ensinar a amar, respeitar, valorizar e incentivar outras pessoas a mudar de comportamento. E última dica, se você ver alguém sendo racista, denuncie, repreenda essa atitude, pois creio que aos poucos isso irá acabar dentro de nossas igrejas.

    E você que já sofreu preconceito racial dentro de sua igreja, seja pelo seu cabelo, cor, repreenda essa atitude, não se cale, como muitas vezes eu fiz, fale, impõem respeito. E ore pra que essa pessoa conheça verdadeiramente Jesus, mas lembre-se tudo que fazemos nessa terra, seja bom ou ruim, será julgado por Cristo. Pois Deus é Amor e Justiça.

    Deus abençoe a você que leu, compartilhou e que possamos falar cada vez mais sobre isso.

  • Você realmente pratica o maior mandamento?

    Você realmente pratica o maior mandamento?

    Olá, a paz tudo bem?

    Na minha vida, sempre tento fazer meus devocionais (orar e ler/estudar a Bíblia) na semana e esses dias, eu li uma passagem muito linda e que falou bastante comigo, sobre coisas que têm acontecido nos últimos dias.

    Essa passagem fala sobre “O Grande Mandamento” e eu tenho estudado a Bíblia nos 3 evangelhos, que é Mateus, Marcos e Lucas.

    Nesta passagem, os fariseus tentam confrontar Jesus perguntando à respeito do grande mandamento da Lei. Obviamente, como eles não reconhecem Jesus como Cristo, eles não percebem que Jesus sabe de tudo, da Lei, da prática de ser cristão, dos pensamentos deles rs.

    E Jesus cita, dois mandamentos primordiais para um cristão, mas vou destacar um deles.

    Cujo é: “Ame ao seu próximo como você ama a si mesmo”. Todo mundo já ouviu falar desse mandamento, sendo cristão ou não e há sempre um questionamento em cima desse versículo desde o tempo de Jesus até os dias de hoje.

    Quem seria o meu próximo? Seu próximo não é só de quem você gosta, quem vive no seu cotidiano, é simplesmente e literalmente, todo mundo.

    Nos dias de hoje, você dizer que ama todo mundo soa como uma falsidade, porque é difícil amar alguém que te despreza, abandona, te humilha. Mas não é impossível.

    Quando eu disse que essa passagem mexeu comigo, me veio duas situações recentes que aconteceu e está acontecendo no mundo e no Brasil: o racismo e o mês do orgulho LGBT.

    Você deve estar perguntando o que isso tem a ver? Tudo. Os casos de racismo nos EUA e no Brasil demonstram claramente a falta do amor ao próximo, porque o próximo têm todas as cores, tem toda classe social. Ou seja, matar, martilizar alguém pela cor da sua pele mostra claramente que alguém ou um grupo ou uma classe, esqueceu do grande mandamento da Bíblia.

    E o que têm a ver o mês do orgulho LGBT? Tudo também. Nesse mês, tenho visto muitos amigos gays e lésbicas, comemorando algo que eles acreditam e por outro lado, vejo cristãos e até pessoas de outras religiões cometendo crimes de homofobia. Eu posso não aceitar isso como algo natural em minha vida, mas tenho o dever de amar, abraçar, ser amiga, apoiar os sonhos e projetos de cada uma dessas pessoas.

    Porque conforme fui ensinada na Bíblia, um dos maiores mandamentos é Amar o seu próximo, como a si mesmo. Então, se algum momento você não amou, não respeitou, feriu alguém, peça perdão a Deus e a essa pessoa. E peça pra Cristo te ensinar o que é amar.

    Todos os dias eu aprendo mais com Jesus, com meus erros e peço sim pra Ele me ensinar o que é Amar. Pois, existe alguém que mais amou as pessoas que a sociedade excluiu do que Jesus? Não, não há.

    E se você que estiver lendo esse post e foi ferido por pessoas que diziam ser cristãs, eu peço perdão em nome delas. Ou se você cometeu um ato de racismo, peça pra Deus mudar o seu caráter, comece hoje a praticar a Amar.

    Espero que vocês tenham gostado. Deus abençoe à todos!!