Categoria: Diversidade

  • Racismo e Cristianismo: Um diálogo urgente

    Racismo e Cristianismo: Um diálogo urgente

    Olá a paz, como vocês estão?

    Estou um pouco sumida, mas é por bons motivos… e hoje trago um tema que vem ecoando em minha mente e quero refletir com vocês!

    A pauta sobre letramento racial, movimento negro me acompanha há uns 4 anos ou mais e a cada dia fico mais curiosa sobre a temática, procurando estudar em livros, filmes, documentários e me aprofundando na cultura em eventos, rolês, enfim tudo que tiver o povo preto vou estar participando.

    E recentemente chegou um livro que já tô lendo que se chama “Pequeno Manual Antirracista” da Djamila Ribeiro e ele aborda sobre atualidade do racismo, negritude, branquitude, violência racial, cultura, desejos e afetos. É um livro interessantíssimo que todos deveriam ler, estudar, sejam pessoas negras ou brancas.

    E me veio o seguinte questionamento: por que quase não ouço nada sobre combater o racismo dentro das igrejas evangélicas ou até outros pontos da pauta racial?

    Podemos pensar em umas desculpas e quero que vocês reflitam comigo:

    • Por falta de conhecimento?

    Hoje não podemos mais trazer essa desculpa, porque existem inúmeros livros, documentários, matérias, podcasts e até páginas no Instagram falando sobre racismo, privilégio branco e outros. Inclusive de autores cristãos, temos da Jacira Monteiro, o livro O Estigma da Cor: Como o racismo fere os dois grandes mandamentos de Cristo e não cristãos como Djamila Ribeiro, Conceição Evaristo, Carolina Maria de Jesus, Abisogun Olátúnjí Odúduwà e entre outros.

    • Por não ser necessário?

    Em uma população brasileira que 56% dela é composta por negros, falar sobre o crime de racismo e como ele tem prejudicado com a saúde mental de muitos negros… dizer que não é necessário, é se incluir nos discursos daqueles que não gostam de preto. Duro de ler isso, mas real! Se eu trago conhecimentos da pauta racial nas pregações ou ensinamentos, eu ensino a minha igreja a não praticar o racismo entre os membros e os de fora, incentivo as pessoas terem um olhar de igualdade e empatia com todos (algo que muito crente perdeu isso) e o melhor, trazer a consciência de que racista não entra no céu! Uau, peguei na ferida né!

    Há uns anos, vi o musical Luther King da Cia Nissi e já conhecia a história do Martin Luther King, mas poder ver um musical composto por só artistas negros de um teatro cristão é prazeroso. E, em uma das cenas do musical, eles mostram duas realidades, falando do racismo, da época em que rolou a história e dos dias atuais, e um dos atores trouxe um questionamento: pessoas racistas irão para o céu? A resposta foi óbvia, mas percebi no rosto de alguns que estavam presentes, que nunca pensaram nisso.

    Segundo a IA do Google, racismo é a discriminação e o preconceito contra pessoas com base em características étnicas ou raciais, como o tom de pele e traços físicos. Isso pode ser desde xingamentos, violências físicas e veladas, etc. Se eu aprendo na Bíblia, pelo próprio Cristo, que devo amar o próximo como a mim mesmo, logo não posso e nem devo maltratar, xingar, odiar pessoas diferentes de mim, afinal todos foram feitos segundo a imagem e a semelhança de Cristo.

    Esse é o segundo mandamento mais importante a ser obedecido, mas infelizmente vejo inúmeros discursos feitos por pessoas “que se dizem” cristãs pregando ódio a quem não se parece com elas, seja em púlpitos ou palanques políticos. E aqui não trago só indignação, mas dados também:

    • Em 2023, foram registrados 13.897 boletins de ocorrência por injúria racial.
    • Entre 2021 e 2023, o Brasil registrou morte violenta intencional de pelo menos 15.101 crianças e adolescentes, com média de 13,5 mortes por dia. Somente no ano passado, jovens negros do sexo masculino perfazem a maior quantidade das vítimas, e 83,6% dos jovens mortos são da raça negra, contra 16% da raça branca.
    • De acordo com um estudo, 84% dos adolescentes e jovens negros brasileiros já sentiram ou presenciaram situações de preconceito na escola, ou na faculdade.

    E aí, pergunto de novo, devemos insistir no discurso de que falar de racismo na igreja não é necessário? Ou vamos se posicionar como cristãos verdadeiros e trazer esses assuntos?

    Espero que tenham gostado!

    Deixe um comentário

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  • A cultura machista presente nas Igrejas

    A cultura machista presente nas Igrejas

    Conheça um pouco da história e cultura que está enraizada na sociedade e presente também nas Igrejas e que até hoje tem efeitos negativos e como podemos tirar aos poucos ela.

    A paz, tudo bem?

    Hoje venho trazer sobre um tema bem complicado, super necessário de se falar e que há alguns estudos sobre isso, mas alguns desses artigos falam mal do evangelho de Cristo. Como muitos sabem, eu sempre tento trazer minha visão sobre algum tema e opto por não envergonhar o evangelho de Cristo e sim, mostrar uma reflexão do que estamos falhando.

    Este tema tem norteado minha cabeça nas últimas semanas, pois falamos muito nas Igrejas do perigo do feminismo e esquecemos que o machismo mata na mesma velocidade.

    Sim, essa cultura que está inraizada em nossa sociedade tem matado sonhos, vidas, projetos de muitas filhas amadas de Deus.

    Pra vocês situarem, o termo machismo começou a ser usado na década de 60 e 70, quando as feministas latino-americanas vieram descrever as agressões e violências sofridas pelos homens.

    E quero refletir com vocês alguns pontos vistos como comum na sociedade e Igrejas.

    • Relacionamento abusivo

    Encontrei um site bem bacana que fala de 15 comportamentos de um relacionamento abusivo e é triste porque muitos desses comportamentos não vejo sendo pregado em estudo pra casal ou pra Igreja em geral. Quando se fala desse assunto, muitos pensam já na agressão física, mas o que caracteriza são atitudes pesadas disfarçada de algo comum ou aceitável, como: ciúme excessivo, afastamento de outras pessoas, chantagem, destruição da autoestima, falta de diálogo sobre dinheiro, entre outros.

    Isso é mais comum em relacionamentos afetivos, mas acredito que se você não namora ou é casado (a), você percebe atitudes dessas nos pais, tios, avós e até nos irmãos. E é necessário a gente entender como um todo, que onde há relacionamento abusivo, tenha certeza que Deus não está presente. Ual, que pesado!

    Se um homem que age maltratando esposa e filhas, ele não conheceu Deus ainda. Porque quando a Bíblia fala da submissão das mulheres, ele também fala que a mulher será submissa quando seu esposo ama a ela como Cristo amou a Igreja, ao ponto de sacrificar sua vida. É um amor que sacrifica pelo outro, não agride o outro.

    • Agressão física

    Logo acima falei que relacionamentos abusivos geram vários comportamentos até o ponto da agressão. Em 2020, em meio a pandemia o Brasil teve 105 mil denúncias de violência contra a mulher, tem pessoas que acreditam que isso só acontece no mundo, mas será que não tem mulheres cristãs que são agredidas diariamente pelos seus esposos e aprendem que devem orar pelo seu casamento e nunca denunciar?

    Infelizmente, eu acredito que sim, quando se fala de lutar pelo casamento, têm que ter vários pontos: ambos têm que querer, se houve traição (escolha sua de perdoar e seguir a vida), mas se houve agressão FOGE.

    Vejo muitos estudos de mulheres nas Igrejas, ensinando como devemos agir, ser a mulher que edifica seu lar, mas vejo pouquíssimos ou quase nulos, estudos com homens, sobre como amar, respeitar as mulheres de sua vida e que agressores não entrarão no reino de Deus. (deixo essa reflexão/revoltinha em seu coração rs)

    • Falta de participação das mulheres em altos cargos

    Este ponto, eu vejo mais presente nas igrejas pentecostais, em que a participação das mulheres é nula em altos cargos (pastores, presbíteros…), você pode pensar vários motivos para não ver nós mulheres com essa participação.

    Mas reflita comigo, que motivo maior impede mulheres cheias de Deus, que tem conhecimento da Palavra, com personalidade de liderança atuar no ministério?Na minha visão, seria o machismo.

    Mas Geice, tem tantas mulheres professoras, regentes, que cuidam das crianças, círculo de oração, isso não é suficiente? Não, e se tiver mulheres com chamados para pregar a palavra, liderar um rebanho e esse machismo misturado com religiosidade tiver matando o ministério delas?

    Não estou falando para dar cargos pra todas, estou falando que muitas mulheres com chamados lindos acabam enterrando, se adaptando por regras de uma igreja. Sabendo que o Reino será pregado por homens, mulheres, crianças, adolescentes, por todos.

    Em contrapartida, igrejas neopentecostais (batistas, comunidades…), você vê pastoras, presbíteras, mulheres liderando e fico maravilhada quando vejo porque sei que essas igrejas entenderam que o evangelho tem que ser pregado por todo tipo de pessoa, não excluindo.

    • Reflexo dessa cultura nos futuros homens

    Já sabemos que não há ou são pequenos os ensinamentos com homens sobre o amor que se deve dar as mulheres. Eu como mulher, tenho vários medos com relação ao abuso de poder dos homens, mas eu oro pra que a geração de meninos que estão nascendo aprendam a cuidar, amar das mulheres de sua vida (mãe, irmã, tia, sobrinha…), porque é visível muitos cristãos com comportamentos abusivos, autoritários que matam diariamente com palavras á atitudes.

    Eu acredito e oro que com esses tópicos teremos base pra refletir, exigir, mudar essa visão de que o machismo é algo comum e naturalizado em nossas Igrejas. Pois não aceito mais, ver abusos como forma de amar, inferiozar a mulher pela piada da vez, destruir sonhos e chamados por covardia.

    Espero que tenham gostado, sei que a leitura não vai ser fácil, mas se gostou, compartilha com quem você sentir.

    Deus abençoe a todos!

  • Movimento Negro e a Igreja

    Movimento Negro e a Igreja

    Conheça principais tópicos / pautas do Movimento Negro segundo meu ponto de vista e o que podemos trazer para nossas Igrejas.

    A paz, tudo bem?

    No começo dessa semana, fiz uma enquete no Insta para que as pessoas que leiam o blog, dessem uma sugestão sobre o que eu poderia falar sobre o Movimento Negro. Essa pauta, particularmente fala muito comigo, pois graças a esse movimento, eu “Geice” me identifiquei como negra, pois há anos não me via assim.

    E confesso que pedi muita sabedoria pra Cristo, pra falar sobre esse assunto de uma forma clara e objetiva e que principalmente, pudessemos trazer pra dentro de nossas igrejas, para o povo cristão o impacto e importância desse movimento.

    Para começar, vou falar sobre movimentos/ações dentro do Movimento Negro, que geram grandes debates e que as redes sociais burbulham de informações e denúncias. Já vou avisando que não sou especialista nas causas negras, mas sou uma curiosa que vê a necessidade de falar disso.

    • Movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam)

    O movimento BLM (Black Lives Matter) começou em 2013 nos EUA através de uma hashtag, depois que o vigilante de bairro civil matou o adolescente negro Trayvon Martin à tiro e ele foi inocentado e o movimento foi concebido por essas três mulheres: Alicia Garzia (diretora da National Domestic Workers Alliance), Patrisse Cullors (diretora da Coalition to End Sheriff Violence in Los Angeles) e Opal Tometi (ativista pelos direitos dos imigrantes).

    Ele ficou mais conhecido após a morte de George Floyd, que arrastou várias gerações, famosos, artistas às ruas para prostestarem contra a violência policial ao povo negro e também teve um grande alcance aqui no Brasil.

    Podemos aprender com esse movimento, que existe sim uma violência/discrimização contra pessoas negras, que foram “identificadas” em muitas situações, como criminosas. Tanto nos EUA como no Brasil, você vê um jornal ou no Instagram, denúncias e matérias sobre isso.

    E nos faz, abrir os olhos e começar a reparar, se nossos amigos, familiares, colegas e membros de igreja, têm comportamentos racistas, que podem não chegar a violência, mas que causam um desconforto ou mágoa em nossas vidas.

    • Racismo estrutural e institucional

    Ah essa parte! Antes de explicar o que é, como acontece, preciso deixar essa informação bem clara, EXISTE RACISMO NO BRASIL. Falo isso, porque já ouvi de pessoas estudadas que “não existe racismo no Brasil, isso ficou lá na época da escravidão” e com isso, discriminam, brincam e julgam não ser racistas.

    No Brasil, desde a época da escravidão, o povo negro vêm sido marcado com a discriminação e a manifestação do racismo ele vem sido inserida nas estruturas de organização da sociedade e instituições. Você vê um privilégio a determinado grupo de pessoas em diversas esferas da vida, justamente em razão da etnia.

    Ou seja, você vê grande parte de pessoas brancas com condição financeira muito boa, estudando em escolas particulares uma vida toda, com um ótimo ensino e adquirindo as melhores vagas de empresas e se tornando CEO em pouco tempo e por outro lado, você vê um negro pobre, muitas vezes sem estrutura, estudando em escola pública, alguns fazendo uma faculdade particular e trabalhando pra se manter e se depara com uma concorrência gigantesca no mercado de trabalho.

    Com esse exemplo, é perceptível que há um racismo que vai além de frases e atitudes preconceituosas, ela ultrapassa as esferas da sociedade. E aprendemos que é possível reverter esse quadro, o importante é a gente identificar que isso está inserido na sociedade (escola, empresas, igrejas), denunciar e debater sobre esse assunto, para assim, gerar fome, curiosidade e entendimento dessa causa.

    • Movimento Black Money

    O Movimento Black Money é um hub de inovação para inserção e autonomia da comunidade negra na era digital junto a transformação do ecossistema empreendedor negro, com foco em comunicação, educação e geração de negócios pretos (MBM,2020). Ou seja, esse movimento têm a visão da comunidade negra consumir produtos, serviços de outros pretos e com isso, gerar renda, emprego, incentivo, justamente porque a população negra corresponde a 75% da faixa dos 10% mais pobres em território nacional (Metrópoles, 2020).

    Esse movimento têm um poder muito grande, porque além de incentivar o jovem negro a criar um próprio negócio também o incentiva a continuar crescendo, pois ele terá um público que o abraçará. Incentiva a criar produtos com temas da comunidade negra, que ensinam de alguma forma, que não há espaço pro racismo.

    Então a partir de hoje, pense antes de comprar algo, vê se aquilo vai beneficiar uma grande marca, que já está inserida em vários países ou se vai beneficiar aquela hamburgueria, salão de cabeleleiro do bairro. Não estou falando pra não consumir algo de uma marca famosa, mas compre com consciência, quem sabe aquela sua trancista não fique um dia bem conhecida, abrindo vários salões e gerando emprego pra sua comunidade?!

    E voltando a pauta, eu não posso deixar de falar de uma das pessoas que marcaram esse movimento, que até hoje têm uma influência em nossas músicas, filmes, séries, etc.

    • Martin Luther King

    Martin Luther King nasceu em Atlanta em 15 de janeiro de 1929. Ele era pastor de uma igreja batista e ativista pela luta da igualdade civil entre negros e brancos, ele sempre pregou a não-violência e desobediência civil. E o marco da sua história, foi quando em 28 de agosto de 1963, ele fez um discurso com a famosa frase: “I Have a Dream…”, em que defendeu o fim da marginalização dos negros, a liberdade e a igualdade.

    E como grande influenciador da história americana, teve um fim muito triste e violento, ele foi morto em sua sacada do quarto aos 39 anos com um tiro disparado de fora do prédio.

    E com sua história, luta, marchas, podemos tira como ótimo exemplo de um cristão que não achava certo ter discriminação entre negros e brancos não somente de sua igreja, mas do seu país. Eu aprendo com ele, que nós podemos tirar esse mal do nosso meio, que quer nos dividir, nos ferir e nos fazer odiar ao próximo.

    E você deve estar se perguntando o que isso tudo tem a ver com a Igreja?! A grande maioria da população é negra e vejo muitos em nossas igrejas, então precisamos sim, abordar, ensinar, debater com nossas crianças, adolescentes, jovens e idosos, que negro é bonito, normal, foi feito por Deus e que existe o racismo, mas que ele precisa ser exterminado de nossas igrejas. Se o mundo lá fora fala de movimentos sociais, porque temos que nos calar?

    A gente precisa com urgência, ter um olhar de empatia a movimentos sociais e não generalizar falando que são mimizeiros. Pois é muito fácil, determinada pessoa, nunca ter sofrido nenhuma discrimização achar que todos vivem da mesma maneira.

    Portanto, vamos realmente viver o Amor ao próximo e não só usar como discurso/sermão em nossos púlpitos. E lembrem-se, denunciar comportamentos racistas, homofóbicos, xenofóbicos dentro de nossas igrejas, não é pecado e sim dever de todos!!

    Deus abençoe a todos!!

    Espero que tenham gostado da leitura, compartilha com quem precisa e depois me falam o que achou.

  • Movimento LGBTQIAP+ e a Igreja

    Movimento LGBTQIAP+ e a Igreja

    Conheça um pouco da história do movimento, seus objetivos e como o amor de Deus pode mudar o rumo dessa história.

    A paz, tudo bem?

    Na semana passada, fiz uma pesquisa para saber quais temas e tipos de conteúdo, a galera que lê o blog gostaria de ver. E vou falar sobre um tema que muitos pediram na pesquisa que é o Movimento LGBTQIAP+, já aviso que vou colocar meus pontos de vista e espero que vocês gostem.

    O primeiro ponto a se falar é sobre a história do movimento, o que é, o que eles lutam, etc. Então vamos lá!!

    O Movimento LGBT é um movimento civil e social que busca defender a aceitação das pessoas LGBT na sociedade e igualdade social, através da conscientização de crimes como homofobia, bifobia, lesbofobia e transbofobia.

    Os LGBT, em outros países e umas décadas atrás, enfrentaram muito o ódio, ao ponto de serem submetidos a metódos de tortura, castração, enfim. Aqui no Brasil, o movimento nasceu na época da Ditadura Militar (1964 a 1985), em que surgiu dois jornais para falar sobre homossexualidade e outros assuntos.

    Como o movimento LGBT, é diferente em cada país, justamente por causa da cultura, há objetivos que praticamente todos lutam, que são:

    • criminalização da LGBTfobia;
    • fim da criminalização da homossexualidade e das penas correlatadas;
    • reconhecimento social da identidade de gênero;
    • fim do tratamento das identidades trans como patologias;
    • fim dos tratamentos de “cura gay”;
    • casamento civil igualitário;
    • permissão para casais homoafetivos adotarem crianças;
    • respeito à laicidade do Estado e fim da influência religiosa nos processos políticos;
    • políticas públicas pelo fim da discriminação;
    • fim dos estereótipos LGBT na mídia e representatividade da comunidade nos meios de comunicação.

    Com esse resumão da história do movimento, dá pra perceber que os LGBT só querem respeito, que a sociedade aceite eles, não criminalizem e principalmente, não cometam crimes de homofobia.

    E você deve estar se perguntando, onde a Igreja entra nisso? A Igreja durante muito tempo e até hoje, lutam contra os LGBT, alguns chegam a zoar e pior, ser homofóbicos. Eu aprendo com meu relacionamento com Cristo, que nosso dever como cristãos é Amar a todos.

    Se eu não concordo com o modo de vida deles, eu não posso em nenhum momento desrespeitá-los. Nós temos que aprender a olhar pra pessoa, independente se ela é cristã ou não, hetéro ou homossexual, negra ou branca. E nesse olhar, inclui respeitar, valorizar, acreditar nos seus sonhos.

    Mas ai você provavelmente deve estar com dúvidas, eu não devo lutar pelos princípios da família brasileira? Eu não devo ser contra casamento homoafetivo? E eu te respondo claramente, se realmente queremos lutar pelas nossas famílias e princípios, temos que no mínimo fazer certas coisas:

    • Homens amar, valorizar a sua esposa, não agredi-la e nem aos seus filhos.
    • Mulheres amar, valorizar o seu esposo, não permitir agressão contra você e nem seus filhos.
    • Pais olhar com atenção ao seus filhos, ensinar eles sobre o amor de Deus, amor ao próximo e principalmente, perceber atitudes estranhas com seus familiares.

    Falo sobre isso, porque ultimamente vejo muitos “cristãos” dizendo que luta pela família brasileira, mas permite adultério, agressão e até abuso sexual dentro de suas casas. Então, se você realmente luta, não permita isso em suas famílias.

    E sobre os LGBT, deixem eles viverem do jeito que eles querem.

    Nosso dever como cristão, não é apontar o dedo, fazer piadas homofóbicas em cima dos nossos púlpitos, cometer esses crimes de ódio, recitar versículos condenando o modo de vida deles. E sim, falar do amor de Jesus.

    O mundo está carente desse amor e necessitando que pessoas falem com convicção, porque em algum momento já foram perdoados e amados.

    Espero que vocês tenham gostado, compartilhe com quem precisa ler isso!!

    Deus abençoe a todos!!




  • Feminismo e a Igreja

    Feminismo e a Igreja

    Conheça um pouco da história do Femininismo, os tipos e os princípios de Cristo.

    A paz, tudo bem?

    Venho estudando, pesquisando sobre esse assunto e a primeira coisa a se falar é quando começou e o que mudou na história. O Movimento Feminista surgiu no século 19 com a luta pela educação feminina, direito do voto e abolição dos escravos.

    Conforme passando os séculos e governos, as mulheres começaram a lutar por outros direitos, que temos hoje como uma normalidade.

    Direitos que temos graças ao movimento feminista

    • Em 27 de agosto de 1962, o novo código civil permitira que as mulheres não precisariam mais da autorização do marido se quisessem trabalhar fora de casa, receber herança ou viajar.
    • Na década de 60, surgiu a pílula anticoncepcional e a luta dos direitos civis.
    • Em 1975, a ONU declara como Ano Internacional das Mulheres e disso surgiu 1º Encontro das Mulheres do RJ e também ao centro de Desenvolvimento da Mulher.
    • Em 1985, foi criado o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM), em que houve igualdade jurídica entre homens e mulheres e direitos como: licença maternidade superior a licença paternidade; incentivo ao trabalho da mulher, mediante normas protetoras; prazo mais curto para aposentadoria por tempo de serviço e contribuição.
    • E no dia 06 de agosto de 1985, foi aberta a primeira Delegacia de Defesa da Mulher, especializada no atendimento de vítimas de agressão doméstica e de casos de violência contra a mulher.
    • Na década de 90, os partidos tiveram que garantir cotas de 30% de mulheres candidatas ao legislativo
    • Em 2006, foi sancionada a Lei Maria da Penha que pune com mais rigor os casos de violência doméstica.

    E é claro, hoje em dia, dentro do movimento há várias vertentes, como: Feminismo negro, Feminismo interseccional (pós-moderno), Feminismo radical e o Feminismo liberal.

    Depois desse resumão da história do Feminismo, vamos entrar na parte que gera mais polêmicas. Percebemos, que o movimento trouxe muitos direitos para nós mulheres, mas por outro lado, algumas vertentes gostam de afirmar essas frases abaixo:

    • A Bíblia e Jesus eram machistas

    Quem geralmente fala e afirma isso, não leu a Bíblia direito e pior não conheceu a Cristo, se Jesus fosse machista, ele não me amaria, eu não seria perdoada, abraçada e outro fato, nossas igrejas não estariam repletas de mulheres. Se alguma passagem fala sobre os costumes das mulheres, é só a gente entrar na história e ver em que contexto está sendo falado (geralmente cultura judaíca). E lembre-se as mulheres fizeram parte do ministério de Jesus (só dá uma lida).

    • O ser submisso da Bíblia

    Quando falamos sobre submissão, temos que recorrer o seu significado, que é uma obrigação a obedecer, parece ser pesado, eu sei rs, mas a Bíblia nos ensina a ser submissos a Cristo, ao meu próximo e as esposas aos seus maridos. Quando em Efésios 5:24, diz: “Esposas, que cada uma de vocês se sujeite ao seu próprio marido, como ao Senhor”. Aqui não está falando, pra você ser a escrava particular dele, mas você respeitá-lo como uma “certa autoridade” dentro do lar.

    Ou seja, quando eu casar, eu devo respeitar suas decisões, opiniões, mesmo não concordando. Aqui eu falo pros homens, no mesmo capítulo, fala isso: ” Maridos, que cada um de vocês ame a sua esposa, como também Cristo amou a Igreja e se entregou por ela.” Ou seja, não é um amor de aparências, em que amo na igreja e agrido dentro de casa, pelo contrário, é um amor que você faria de tudo por sua mulher, ao ponto de entregar a vida por ela.

    • Meu corpo e minhas regras

    Quando eu ouvi essa frase, eu tinha entendido no ponto de “Não ao estupro ou abuso sexual”, que é o certo, devemos ensinar isso aos nossos meninos e homens, a respeitar a opinião da mulher e principalmente, não forçar ela a fazer algo que não quer. Mas muitas vertentes usam no sentido “Sim ao aborto” (não estou falando no caso de estupro, risco de vida a mulher, feto anencefálico), estou falando de gravidez indesejada. Se você mulher tendo relações sexuais não usa camisinha e nem toma pílula, você sabe e têm consciência dos riscos de pegar uma doença e/ou engravidar, certo. Então se não deseja ter filho, se preserve. Mas por favor, não saia nas ruas pedindo a morte de uma criança, isso é anti tudo, tenha amor a vida.

    E outro ponto pras cristãs, se você é templo do Espírito Santo não têm como você adotar essa frase, porque o que visto de roupa, se vou expor ou não meu corpo, o que faço com ele, o E.S vai me conduzir com o que é certo. Pensa comigo, eu uso roupas que o E.S não me incomoda, uso maquiagem, uso piquini (quando vou pra praia), sou livre sim. Então meninas e mulheres, tomem cuidado com esse discurso, vocês são templo do E.S, estamos na terra de passagem.

    • Tarefas domésticas

    Muito é falado e discutido sobre isso, principalmente nas redes sociais, de que a mulher tem por obrigação a fazer tarefas domésticas, desde nova e até quando casar. Com o tempo e com as criações, vamos aprendendo que não deve ser uma obrigação, tanto o homem e a mulher, morando sobre o mesmo teto, deve limpar o mesmo ambiente, ou seja, achar que só a mulher deve limpar a casa, é errado, têm que rolar algo chamado equilíbrio. Então, nesse quesito, homens e mulheres devem sim, limpar a casa, fazer comida, lavar roupa, etc.

    Então, para os homens que acham que não deve colaborar com a limpeza e a organização da casa, não casem e de preferência saem das casas dos seus pais. Pois sua mãe não é obrigada a limpar sua bagunça e muito menos sua esposa. Agora, se você homem que têm a cabeça mudada, ajude, limpe, organize a casa onde você mora, para não ser peso para ninguém. Pois sabemos, que tarefa doméstica cansa sim, é um serviço pesado como qualquer outro.

    Depois do resumão da história do Feminismo e sobre esses tópicos, quero enfatizar para você mulher cristã, o feminismo trouxe benefícios e direitos sim, mas hoje elas têm pregado uma mensagem diferente de antigamente, pois muitas começam a odiar os homens; não são depedentes de ninguém nem de Deus e com isso, você percebe que nessa visão você não precisa de Deus, de homem (e muitas passam a se envolver com mulheres), é perigoso isso.

    Você mulher, querer estudar, trabalhar, viajar, ter uma família, ser mãe ou não, Deus simplesmente se agrada com tudo isso e sonha junto com a gente. Então, não se deixe enganar, achando que Cristo não te ama, não deseja o melhor pra sua vida. Portanto, corra atrás dos seus sonhos, se firme com Jesus.

    E vocês homens, que leram, se você têm uma mulher na sua vida (mãe, irmã, tia, namorada…), apoie os sonhos dela, ajude nas tarefas de casa, se arrisque na cozinha, não seja um peso pra ninguém e principalmente, ame elas como Cristo ama a Igreja.

    Deus abençoe a todos.

  • Preconceito Racial nas Igrejas

    Preconceito Racial nas Igrejas

    Conheça fatos reais sobre racismo presenciados por mim e amigos na Igreja e descubra como devemos combater esses atos.

    A paz, tudo bem?

    Essa semana, eu postei nos storys do meu Instagram a seguinte pergunta: Você cristão, já sofreu preconceito pela sua cor / raça em sua igreja? E como imaginei, muitos amigos e colegas cristãos, sofreram sim de alguma forma.

    Mas antes de entrar nessa assunto, vamos entender a raiz do problema, o que significa Preconceito Racial (Racismo)? É a denominação da discriminação e do preconceito (direta ou indiretamente) contra indivíduos ou grupos por causa de sua etnia ou cor. É importante ressaltar que o preconceito é uma forma de conceito ou juízo formulado sem qualquer conhecimento prévio do assunto tratado, enquanto a discriminação é o ato de separar, excluir ou diferenciar pessoas ou objetos (Brasil Escola).

    Com esse esclarecimento, eu já consigo falar do tema (com certa dificuldade).

    Desde que eu decidi fazer minha transição capilar, percebi comportamentos de reprovação, frases racistas, mas não chegou a me afetar. Mas fui percebendo, que não somente eu, mas boa parte dos meus amigos negros da igreja, ouviam e sentiam isso também. E conversando com meus pais e irmã, pude ver que este problema (preconceito racial), vai de situações mais graves e bem mais antigas.

    Como assim? Muitos jovens de antigamente não estão mais nas igrejas, porque sofreram algum tipo de retaliação, pela sua cor, cabelo e situações como: moças negras não puderam casar com rapazes brancos porque a família não aprovou. Você lendo isso, deve pensar ser coisa da época da escravidão, mas infelizmente isso é história de 15 anos atrás. E estou trazendo essa situação, porque muitas almas foram machucadas, feridas por pessoas que estavam (ou ainda estão) na igreja e infelizmente muitas dessas almas, vidas não tem vontade de pisar novamente em uma igreja.

    Esse tema, particularmente, é muito difícil de escrever, pois como você pode imaginar que num lugar onde pregamos sobre o Amor de Cristo, existem pessoas racistas. No meu entendimento, quem odeia, trata diferente pessoas de outra cor/etnia ainda não conheceu a Cristo. Porque Ele, segundo em Romanos 2:11, fala: “Porque, para com Deus, não há acepção de pessoas.” E em Jó 34:19, diz: “Quando menos dirá isso àquele que não privilegia os príncipes, e que não favorece o rico em prejuízo do pobre; porque todos são obras de suas mãos.”

    Com esses versículos, você pode entender que se nosso Deus que nos criou, não discrimina, não faz acepção de pessoas. Por que existem pessoas que dizem ser discípulos de Cristo e fazem essas discriminações? Novamente eu digo, elas ainda não conheceram a Cristo, pois quando você começa a conhecê-lo, você olha a todos com amor, cuidado e com um imenso respeito.

    Então digo para as pessoas que algum dia, olhou com estranheza, fez comentários que constrangeu os negros da sua igreja, peça perdão à essa pessoa e a Cristo. E peça pra Jesus, te ensinar a amar, respeitar, valorizar e incentivar outras pessoas a mudar de comportamento. E última dica, se você ver alguém sendo racista, denuncie, repreenda essa atitude, pois creio que aos poucos isso irá acabar dentro de nossas igrejas.

    E você que já sofreu preconceito racial dentro de sua igreja, seja pelo seu cabelo, cor, repreenda essa atitude, não se cale, como muitas vezes eu fiz, fale, impõem respeito. E ore pra que essa pessoa conheça verdadeiramente Jesus, mas lembre-se tudo que fazemos nessa terra, seja bom ou ruim, será julgado por Cristo. Pois Deus é Amor e Justiça.

    Deus abençoe a você que leu, compartilhou e que possamos falar cada vez mais sobre isso.