Conheça um pouco da história e cultura que está enraizada na sociedade e presente também nas Igrejas e que até hoje tem efeitos negativos e como podemos tirar aos poucos ela.
A paz, tudo bem?
Hoje venho trazer sobre um tema bem complicado, super necessário de se falar e que há alguns estudos sobre isso, mas alguns desses artigos falam mal do evangelho de Cristo. Como muitos sabem, eu sempre tento trazer minha visão sobre algum tema e opto por não envergonhar o evangelho de Cristo e sim, mostrar uma reflexão do que estamos falhando.
Este tema tem norteado minha cabeça nas últimas semanas, pois falamos muito nas Igrejas do perigo do feminismo e esquecemos que o machismo mata na mesma velocidade.
Sim, essa cultura que está inraizada em nossa sociedade tem matado sonhos, vidas, projetos de muitas filhas amadas de Deus.
Pra vocês situarem, o termo machismo começou a ser usado na década de 60 e 70, quando as feministas latino-americanas vieram descrever as agressões e violências sofridas pelos homens.
E quero refletir com vocês alguns pontos vistos como comum na sociedade e Igrejas.
Encontrei um site bem bacana que fala de 15 comportamentos de um relacionamento abusivo e é triste porque muitos desses comportamentos não vejo sendo pregado em estudo pra casal ou pra Igreja em geral. Quando se fala desse assunto, muitos pensam já na agressão física, mas o que caracteriza são atitudes pesadas disfarçada de algo comum ou aceitável, como: ciúme excessivo, afastamento de outras pessoas, chantagem, destruição da autoestima, falta de diálogo sobre dinheiro, entre outros.
Isso é mais comum em relacionamentos afetivos, mas acredito que se você não namora ou é casado (a), você percebe atitudes dessas nos pais, tios, avós e até nos irmãos. E é necessário a gente entender como um todo, que onde há relacionamento abusivo, tenha certeza que Deus não está presente. Ual, que pesado!
Se um homem que age maltratando esposa e filhas, ele não conheceu Deus ainda. Porque quando a Bíblia fala da submissão das mulheres, ele também fala que a mulher será submissa quando seu esposo ama a ela como Cristo amou a Igreja, ao ponto de sacrificar sua vida. É um amor que sacrifica pelo outro, não agride o outro.
Logo acima falei que relacionamentos abusivos geram vários comportamentos até o ponto da agressão. Em 2020, em meio a pandemia o Brasil teve 105 mil denúncias de violência contra a mulher, tem pessoas que acreditam que isso só acontece no mundo, mas será que não tem mulheres cristãs que são agredidas diariamente pelos seus esposos e aprendem que devem orar pelo seu casamento e nunca denunciar?
Infelizmente, eu acredito que sim, quando se fala de lutar pelo casamento, têm que ter vários pontos: ambos têm que querer, se houve traição (escolha sua de perdoar e seguir a vida), mas se houve agressão FOGE.
Vejo muitos estudos de mulheres nas Igrejas, ensinando como devemos agir, ser a mulher que edifica seu lar, mas vejo pouquíssimos ou quase nulos, estudos com homens, sobre como amar, respeitar as mulheres de sua vida e que agressores não entrarão no reino de Deus. (deixo essa reflexão/revoltinha em seu coração rs)
- Falta de participação das mulheres em altos cargos
Este ponto, eu vejo mais presente nas igrejas pentecostais, em que a participação das mulheres é nula em altos cargos (pastores, presbíteros…), você pode pensar vários motivos para não ver nós mulheres com essa participação.
Mas reflita comigo, que motivo maior impede mulheres cheias de Deus, que tem conhecimento da Palavra, com personalidade de liderança atuar no ministério?Na minha visão, seria o machismo.
Mas Geice, tem tantas mulheres professoras, regentes, que cuidam das crianças, círculo de oração, isso não é suficiente? Não, e se tiver mulheres com chamados para pregar a palavra, liderar um rebanho e esse machismo misturado com religiosidade tiver matando o ministério delas?
Não estou falando para dar cargos pra todas, estou falando que muitas mulheres com chamados lindos acabam enterrando, se adaptando por regras de uma igreja. Sabendo que o Reino será pregado por homens, mulheres, crianças, adolescentes, por todos.
Em contrapartida, igrejas neopentecostais (batistas, comunidades…), você vê pastoras, presbíteras, mulheres liderando e fico maravilhada quando vejo porque sei que essas igrejas entenderam que o evangelho tem que ser pregado por todo tipo de pessoa, não excluindo.
- Reflexo dessa cultura nos futuros homens
Já sabemos que não há ou são pequenos os ensinamentos com homens sobre o amor que se deve dar as mulheres. Eu como mulher, tenho vários medos com relação ao abuso de poder dos homens, mas eu oro pra que a geração de meninos que estão nascendo aprendam a cuidar, amar das mulheres de sua vida (mãe, irmã, tia, sobrinha…), porque é visível muitos cristãos com comportamentos abusivos, autoritários que matam diariamente com palavras á atitudes.
Eu acredito e oro que com esses tópicos teremos base pra refletir, exigir, mudar essa visão de que o machismo é algo comum e naturalizado em nossas Igrejas. Pois não aceito mais, ver abusos como forma de amar, inferiozar a mulher pela piada da vez, destruir sonhos e chamados por covardia.
Espero que tenham gostado, sei que a leitura não vai ser fácil, mas se gostou, compartilha com quem você sentir.
Deus abençoe a todos!