Saiba meus pontos de vista com relação ao filme e o que aprendi
Olá a todos!
Hoje eu vim trazer um conteúdo um pouco diferente aqui no blog e também preparar vocês para novos conteúdos ligados a filmes cristãos e não cristãos que trazem uma mensagem muito profunda e incrível.
O filme A Mulher Rei lançou em 22 de setembro desde ano (2022) aqui no Brasil e eu já assisti umas 3x 😜, simm! E pude ter várias interpretações e novos entendimentos com relação a ele.
Como vocês sabem, eu adoro contextualizar a história para depois abordar os tópicos, então vamos lá:
- Quem são as guerreiras Agojile?
As guerreiras narradas no filme são interpretadas por Viola Davis (Nanisca), Lashana Lynch (Izogie), Thuso Mbedu (Nawi), Sheila Atim (Amenza) e entre outras. Na história e assim como foi contato no filme, as Agojile (amazonas) era um grupo de mulheres, caçadoras de elefantes que logo se tornou parte da guarda do exército. Por causa das guerras em Daomé, tiveram muitas mortes de homens e cada vez mais as Agojile eram escaladas para as guerras.
Elas eram recrutadas desde muito cedo e tinha um treinamento super rígido, que as tornaram mais eficientes do que os homens. Durante as guerras por serem implacáveis, seus inimigos eram literalmente aniquilados.
A história do povo Daomé e das amazonas conhecidas como Agojile se passaram nos séculos 17 ao 19 e hoje pleno século 21, estamos finalmente aprendendo e se inspirando na histórias dessas mulheres.
Conforme você vai assistindo, muitos gatilhos são despertados, sejam positivos ou negativos. Eu pude compreender alguns fatos e quero compartilhar com vocês:
- A problematização da venda de escravos
O povo de Daomé, foi prosperando durante muito tempo com venda de escravos (de outras tribos) para os europeus. A líder das agojile, a Nanisca mostrou desde o começo do filme que o povo poderia crescer financeiramente vendendo alimentos e não pessoas, principalmente seu próprio povo. A trama se passa nesse contexto, e você verá 2 tipos de líderes negros, o Rei Guezo e os do Império Oyo, ambos comercializavam pessoas, mas com a visão humana da Nanisca, o rei Guezo começou a abrir os olhos.
Essas cenas me trouxe muitos gatilhos, no sentido em que meu povo (negros) foi escravizado durante muito tempo.
- Para onde os escravos eram vendidos?
Em certo momento do filme, aparece dois personagens que são europeus, mas um se destaca como um rapaz sendo filho de uma escrava de daomé casada com um homem branco, ele se chama Malik (Jordan Bolger), ele é brasileiro.
Na 3x que vi, eu entendi que o Malik poderia ser uma referência do povo afro-brasileiro, sendo filho de escrava + branco. Ao entender essa cena, pela primeira vez, eu vi alguém trazendo uma ideia de que nós não viemos só da África (afinal ela é gigante), mas sim de um povo forte e guerreiro! ✊🏿
- O empoderamento negro
Você negro(a) que assistir a esse filme vai se sentir poderoso(a)! Toda a trama, as falas, as músicas e principalmente a beleza e a diversidade dos povos mostrados no filme, evidencia que nosso povo afro-brasileiro é lindo sim!
Vai ter guerras, mortes, mas a maior satisfação é ver que nós podemos vencer todos os tipos de preconceitos, falo isso, pois a cada 10 filmes que retrata o povo africano, 9 são mostrados pessoas frágeis e indefesas. Mas nesse filme na qual vos fala, não verá isso!
- O empoderamento feminino
No filme, você não verá frases clichês de feminismo, mas sentirá na pele, a dor e a força dessas mulheres que se abstêm de ter uma família para proteger o próprio povo. Nunca vi tantas mulheres lindas, poderosas mostrando sua inteligência, sabedoria, estratégias de guerra e resgate em um só filme.
Mas para um choque de realidade, verá cenas de pais ricos vendendo suas filhas para homens mais velhos na “ideia” de casamento, algo que não é comum no Brasil, mas infelizmente, é visto como culturalmente normal.
Ao ver essa cena, estranhe mesmo, mas foque seu olhar, nas guerreiras agojile.
- “Não somos descendentes de escravos, e sim de Reis e Rainhas“
Certa parte do filme, o Malik conversa com uma das personagens principais, a Nawi, em que ele mostra que sempre soube que sua descendência não era de escravos e sim de um povo belo, inteligente e poderoso.
Ao ouvir essa frase, me emocionei, pois a vida do povo brasileiro, principalmente os negros, é marcado com uma história triste chamado de escravidão e o pior, nós não sabemos que tribo/povo vieram nossos antepassados. Mas ao ver ele dizer essa frase, mexeu comigo, pois eu posso não saber de onde eu vim, mas sei que não é de um povo fraco, indefeso e sim de Reis e Rainhas!
Você que ao ler, e sabe que tem descendentes italianos, espanhóis, portugueses, saiba que nós também viemos de um povo rico e próspero!
Conclusão:
Me emocionei a ver o filme e a escrever este post e super recomendo todos a assistir, seja você branco ou negro.
Com tantas coisas ruins que vemos nas redes sociais e televisão sobre a morte do povo negro de forma violenta e preconceitos vividos diariamente, esse filme vai abrir seu entendimento e mostrar uma realidade diferente.
Ah, existe uma playlist incrível desse filme, mas essa música você precisa ouvir 🥰























